quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Indonésia confirma execução de 10 presos; situação de brasileiro é incerta

  • AFP
    O brasileiro Rodrigo Gularte
    O brasileiro Rodrigo Gularte
O procurador-geral da Indonésia, HM Prasetyo, anunciou nesta quinta-feira (26) que 10 presos enfrentarão o pelotão de fuzilamento na próxima rodada de execuções, informou o jornal britânico "The Guardian".
"Quando os preparativos tiverem sido feitos, iremos executá-los imediatamente", afirmou. 
O brasileiro Rodrigo Gularte, 42, que foi diagnosticado com esquizofrenia, está na lista.
A Justiça do país havia concordado que ele deveria ser retirado da prisão de Nusa Kambangan e passar por um exame completo antes de uma eventual execução, mas, segundo seu advogado, Rico Akbar, isso ainda não aconteceu.
"As autoridades devem estar atentas a isso", disse Akbar. "Se não, eles serão acusados de violação de direitos humanos e o mundo verá  que a Indonésia executou uma pessoa com doença mental".
Também estão na lista os australianos Andrew Chan and Myuran Sukumaran, condenados por narcotráfico.
O premiê australiano, Tony Abbott, fez um apelo direto por clemência pelos dois, em telefoneman direto ao premiê indonésio, Joko Widodo, na última quarta-feira (25).
Mas Widodo disse que nenhuma intervenção internacional vai barrar as execuções dos dois australianos nem de nenhum outro estrangeiro. Ele tem negado os insistentes apelos enviados por Austrália, Brasil e França –países com cidadãos inscritos na lista de próximos fuzilamentos.
Em 2005, Gularte foi julgado e condenado à morte por entrar na Indonésia com 6kg de cocaína em pranchas de surfe.
No mês passado, o governo indonésio executou seis presos por tráfico de drogas, incluindo o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53. Ele foi fuzilado após dez anos no corredor da morte. Archer havia sido preso por tráfico de 13 quilos de cocaína em 2003 e julgado em 2004.
Os pedidos de clemência feitos por Archer e pelo governo brasileiro foram negados, causando um grande mal-estar diplomático entre os dois países. (Com agências internacionais)

Desemprego em janeiro é de 5,3%, o maior desde setembro de 2013, diz IBGE

A taxa de desemprego chegou a  5,3% em janeiro, alta em relação a dezembro, quando foi de 4,3%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando era de 4,8%, o índice também teve aumento. A taxa em janeiro é a maior registrada desde setembro de 2013, quando chegou a 5,4%.
Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (26) e fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego). 
Pesquisa da Reuters apontava expectativa para a taxa de desemprego de 5% em janeiro, segundo a mediana de 25 projeções, que foram de 3,83% a 5,4%.

População desocupada aumenta 22,5% em janeiro

A população desocupada chegou a 1,3 milhão, com 237 mil pessoas a mais do que em dezembro, aumento de 22,5%. Na comparação com janeiro do ano passado, mais 125 mil pessoas ficaram desocupadas, o que representa 10,7%.
Na comparação anual, a população ocupada permaneceu estável, mas teve queda de 0,9% no mês, chegando a 23 milhões de pessoas, 220 mil pessoas a menos do que em dezembro. 
O rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas atingiu R$ 2.168,80, 0,4% a mais do que em dezembro, quando era de R$ 2.161,20, e 1,7 % a mais do que em janeiro de 2014 (R$ 2.133,09).

Cai o número de carteiras assinadas

Em janeiro, 11,6 milhões de pessoas tinham carteira assinada no setor privado, 253 mil pessoas a menos do que em dezembro, uma queda de 2,1%. Foram 224 mil pessoas a menos, comparando com janeiro de 2014, uma queda de 1,9%.  

Desemprego aumentou em seis regiões no mês

A pesquisa mostrou aumento de desemprego no mês em quatro das seis regiões analisadas. A maior variação foi em Salvador, onde passou de 8,1% para 9,6%.  Em Recife, foi de 5,5% para 6,7%; em Belo Horizonte, de 2,9% para 4,1% e em São Paulo, de 4,4% para 5,7%. Nas demais regiões o índice ficou estável.
Na comparação com janeiro de 2014, a taxa aumentou em Salvador (8% a 9,6%), Porto Alegre (2,8% a 3,8%), São Paulo (5% a 5,7%) e em Belo Horizonte (3,8% a 4,1%).

IBGE divulga duas pesquisas mensais de emprego

A PME é baseada nos dados das regiões metropolitanas de Recife, Belo Horizonte, São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
A pesquisa não inclui no cálculo de desemprego pessoas que não estão trabalhando e não procuraram emprego nos 30 dias anteriores à semana em que os dados são recolhidos.
Em 2015, serão duas pesquisas mensais sobre mercado de trabalho do instituto. Além da PME, o IBGE divulgará também a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios) Contínua Mensal, que inclui dados de cerca de 3.500 municípios.
O instituto ainda mantém a PME porque a Pnad Contínua começou em 2012 e a série histórica é considerada pequena. A primeira Pnad Contínua Mensal será divulgada no dia 12 de março, com dados de janeiro deste ano.
Além das pesquisas mensais, o IBGE vai manter a Pnad Contínua, com dados trimestrais. Na última, referente ao 4º trimestre de 2014, a taxa de desemprego registrada foi de 6,5%.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

CÂMARA APROVA TORNAR CRIME VENDA DE BEBIDA ALCOÓLICA PARA MENORES

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (24) proposta que torna crime a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos. O projeto já havia sido aprovado pelo Senado e segue agora para sanção ou veto da Presidência da República.

O texto, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), fixa em dois a quatro anos a pena de prisão para quem “vender, dar ou servir álcool a pessoas com menos de 18 anos de idade”, além de aplicar multa de R$ 3 mil a R$ 10 mil para os estabelecimentos que descumprirem a lei – o local será fechado até que o valor seja pago.

Atualmente, a venda de bebida a menores é considerada contravenção penal, com punições mais brandas. De acordo com o entendimento do juiz, a pena no caso de contravenção penal pode chegar a no máximo um ano de prisão. Mas, como a contravenção penal é considerada de menor potencial ofensivo que os crimes, geralmente é punida com penas alternativas.

O artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente diz que é crime “vender, fornecer ainda que gratuitamente, ministrar ou entregar, de qualquer forma, a criança ou adolescente, sem justa causa, produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica”. No entanto, nem sempre o fornecimento de bebidas a menores era enquadrado nesse artigo.

O projeto, de autoria do senador Humberto Costa (PT-PE), tinha sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em decisão terminativa (sem necessidade de passar pelo plenário). Como não houve recurso para que fosse votado no plenário do Senado, a proposta seguiu diretamente para a Câmara.PAJEU DA GENTE

Juros do cheque especial chegam a 208,7% ao ano, maior taxa desde 1996

Os juros do cheque especial, o "limite" da conta do banco, bateram recorde em janeiro, segundo levantamento do Banco Central divulgado nesta quarta-feira (25).
A taxa chegou a 208,71% ao ano no mês passado, o maior valor desde abril de 1996, quando o juro dessa modalidade de crédito era de 212,26% ao ano.
Em 2014, a taxa de juros do cheque especial já tinha subido 52,7 pontos percentuais, e fechado no maior patamar desde 1999.

Taxa média sobe a 52,6% ao ano

taxa média de juros para as pessoas físicas subiu de 50,1% em dezembro para 52,6% ao ano em janeiro, a maior desde o início da série histórica do BC, que começou em março de 2011.
Essas taxas se referem aos recursos livres, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros. Não inclui, portanto, financiamento imobiliário, crédito rural e empréstimos do BNDES.
O BC informou, ainda, que o estoque total de crédito no Brasil caiu 0,2% no mês passado, chegando a R$ 3,013 trilhões, ou 58,5% do PIB (Produto Interno Bruto).

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

ATENÇÃO MULHERADA

Em "Império", Zé quer que Pedro volte para casa após atentado na sauna


  • Em "Império", Zé Alfredo exige que o filho volte para casa depois de atentado
    Em "Império", Zé Alfredo exige que o filho volte para casa depois de atentado
Por pouco, José Pedro (Caio Blat) não morrerá no capítulo desta terça-feira (24) da novela "Império".  O jovem está trancado na sauna do hotel com a temperatura altíssima. O filho do Comendador  (Alexandre Nero) será socorrido por um funcionário da limpeza que vai achar Pedro já desmaiado.
Ao ser levado em uma maca pelos bombeiros, Amanda (Adriana Birolli) verá o noivo desacordado e ficará desesperada. O funcionário explicará o que aconteceu e a sobrinha de Marta (Lilia Cabral) acusará Danielle (Maria Ribeiro) e Maurílio (Carmo Dalla Vecchia) de tentarem matar Zé Pedro.
Segundo o site oficial do programa, o pai de Zé Pedro fica assustado com o episódio. Por isso, Zé Alfredo vai exigir que o filho volte para casa.  "O funcionário da limpeza confirmou tudo. Fecharam a sauna por fora, botaram a temperatura no máximo... Foi um atentado", diz o Comendador. 
Pedro, no entanto, aproveitará o momento para pedir seu antigo cargo na Império de volta. "Não vou lhe devolver o cargo de diretor financeiro assim, de mão beijada. Não depois de tudo que você fez", responde José Alfredo. 
Depois de uma negociação, pai e filho chegarão a um acordo e José Pedro se contentará com um cargo no conselho diretor da empresa. "Eu volto pra casa, sim... Mas não é por causa do que você me ofereceu na empresa. Só tem uma coisa que eu quero realmente, meu pai, e vou brigar por isso: é reconquistar sua confiança de novo", garante ele. 

Empresas ainda buscam 741 temporários para a Páscoa

Com a proximidade da Páscoa, que neste ano será comemorada em 5 de abril, empresas do comércio movimentam o mercado de trabalho visando atender a alta demanda do período.

Com a proximidade da Páscoa, que neste ano será comemorada em 5 de abril, empresas do comércio movimentam o mercado de trabalho visando atender a alta demanda do período. Atualmente, as unidades do Centro de Apoio ao Trabalho (CAT), da Prefeitura de São Paulo, e a consultoria de recursos humanos Luandre, juntas, selecionam candidatos para um total de 741 vagas de emprego temporário em diversos cargos e localidades do país.

CAT

São 241 oportunidades para trabalhadores com ensino médio completo em São Paulo. Para a posição de operador de vendas são 141 vagas e os salários oscilam entre R$ 1.000 e R$ 1.137. As chances estão distribuídas por variados bairros das zonas sul e norte da capital paulista.
Outros 100 postos estão abertos na função de atendente de balcão, com atuação nas regiões da Vila Guilherme e Bela Vista. A remuneração chega a R$ 1.137 e os profissionais devem ter disponibilidade de horário para trabalhar em escala.
Parte das oportunidades não exige experiência, ampliando as chances aos jovens em busca do primeiro emprego e/ou trabalhadores de outras áreas que desejam um dinheiro extra no período da Páscoa.
As seleções acontecem de segunda a sexta, das 8h às 17h. Para participar basta apresentar o RG, CPF e carteira de trabalho em qualquer unidade do CAT. Os endereços podem ser obtidos no site www.prefeitura.sp.gov.br/trabalho ou na Central de Atendimento ao Munícipe pelo telefone 156.

Luandre

De acordo com a consultoria, mesmo com baixo crescimento econômico, as previsões do setor são positivas. Atualmente, há cerca de 500 vagas abertas em todo o país para atuar em lojas, pois as fábricas já encerraram as contratações.
Os cargos que mais ofertam colocações são os de vendedor e gerente de loja. Os vencimentos partem de R$ 1.461 e chegam a R$ 2.273, conforme a função e a localidade.
Além do emprego temporário, Luiz Fernando Medina, diretor de operações da Luandre, destaca outra vantagem. “Historicamente, até 40% dos profissionais são efetivados nesse período sazonal, é uma oportunidade para quem deseja se recolocar ou entrar no mercado de trabalho”, avalia. A boa porcentagem de efetivações se mantém tanto na indústria quanto no comércio.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas (Abicab), a expectativa é de que mais de 25 mil temporários sejam recrutados no período. “As contratações iniciam-se geralmente em outubro e novembro do ano anterior, mas seguem até março”, explica Luiz Fernando. O diretor comenta que o aumento dos custos de fabricação com a alta da inflação e dos juros poderia afetar o setor. “Entretanto, o crescimento de vagas deve seguir a tendência do ano passado, ou seja, otimista, porém cauteloso”, completa Medina.
Interessados devem efetuar inscrições no site www.luandre.com.br o quanto antes, já que a rotatividade de vagas é consideravelmente alta. A consultoria não determinou uma data para o término da seleção, deixando a oportunidades em aberto até o preenchimento dos postos.

Subsidiária de Petrobras teria pago R$ 3 mi em propina a Collor

  • O atual senador Fernando Collor (PTB-AL)
    O atual senador Fernando Collor (PTB-AL)
Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, Alberto Youssef, o doleiro investigado por conta do esquema de corrupção envolvendo a Petrobras, revelou a um procurador da operação Lava Jato que o ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) recebeu R$ 3 milhões em propinas provenientes de uma empresa subsidiária da estatal.
De acordo com o doleiro, a operação foi realizada entre a BR Distribuidora, que seria a subsidiária, e o empresário do setor de energia Pedro Paulo Leoni Ramos, emissário de Collor e do PTB. Ele seria o operador do esquema, intermediando o suborno.
Conhecido como PP, Ramos é amigo do senador desde a juventude. Chegou a ocupar a Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo do ex-presidente (1990-1992) e é dono da GPI Participações e Investimentos, outra empresa que fazia negócios com Youssef.
O doleiro diz ainda que a propina resultou de um contrato no valor de R$ 300 milhões assinado em 2012 entre uma rede de postos de combustíveis de São Paulo e a BR Distribuidora.
O negócio era para que a rede deixasse uma marca de combustíveis e passasse a integrar o grupo de revendedores da BR Distribuidora. Para ajudar na integração da marca, a distribuidora deu um incentivo para que o posto de gasolina mudasse de bandeira. Foi nesse tipo de operação que teria sido negociada a propina no valor de 1% do total do contrato, ou seja, R$ 3 milhões.
O valor, segundo Youssef, foi arrecadado nos postos, em dinheiro vivo, em três parcelas de R$ 1 milhão, e depois repassado a Leoni. O dinheiro era destinado a Collor, afirma o doleiro.